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riscos_e_rabiscos

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ª Oh dia do camandro! *

Começou logo de manhã. O despertador não tocou, logo levantei-me meia hora mais tarde o que interferiu brutalmente na minha rotina da segunda feira.

 

Tenho de sair por volta da uma da tarde para ir encher cabeças de putos de inglês - entenda-se dar aulas - na minha primeira escola e só me lembrei que não tinha feito as fichas de trabalho para deixar a fotocopiar para o dia seguinte, ao meio dia! Pensei para com os meus botões "já tenho as aulas todas engatadas por causa do despertador... que cena, pá!" Como é que eu iria conseguir fazer 5 fichas de trabalho numa hora para dois níveis diferentes?

 

Incorporei a super teacher, liguei o turbo dos neurónios e dei a velocidade máxima aos dedos. Creio ter visto fumo a sair do meu computador e teclas a saltar por todos os lados mas estranhamentos, estão cá todas! Anyway, eram dez para o meio dia e já estava tudo feito e "empremido"! Sobraram 10 minutos para almoçar, lavar a dentuça e apanhar o bus! Prova superada! Ufa!

 

Tenho o GRAVE defeito de me descuidar com as horas se não houver toques de saída nas escolas. Continuo ali a ensinar, ensinar, ensinar.... Ora hoje foi um dia desses: continuei a ensinar, ensinar, ensinar... até que percebi que tinha dado mais 15 minutos de aula e que nem os miúdos se queixaram, nem eu dei pelo tempo passar e nem as auxiliares me alertaram!!!

 

Bolas, chiça salsicha! Perdi o meu bus que me levava à minha segunda escola!!! Das duas uma, ou entro em pâico e tenho já um treco... ou dois, vá, ou respiro fundo e tento chegar até ao minuto e que toca para a entrada. Respirei fundo e sequei na paragem - enquanto roía mentalmente as minhas unhas - até que um bus aparecesse e me fizesse sair do "Cu de Judas City". Ainda me fartei de rir com um maluco que ali entrou. Agradeci-lhe mentalmente pelo momento de loucura ali demonstrado e que me descontraiu... 

 

Pelo sim, pelo não liguei para a escola para avisar que iria chegar em cima da hora. Mas lá já sabem que eu chego sempre a horas e, desta vez, não foi excepção. acabei por chegar a horas e ainda ir fazer um xixizinho antes de me enfiar na sala! Mais uma prova superada! Ufa... take II! :

Os Marretas

 

Há dias em que os meus pais só me fazem lembrar aqueles dois velhos dos marretas, sabem quais são? Um pica aqui, o outro pica ali, um critica daqui, o outro critica dali. Ah e o meu irmão deve ser o sapo Cocas ou algo parecido.

 

Este fim de semana, a família “Marreta”, excepto a minha Pessoinha e o Marreta Bóbi, foram verificar o estado de um terreno cujo proprietário é o Marreta-pai, ali na zona do Ribatejo. Aproveitaram para visitar o resto da família Marreta e pôr a conversa em dia. E o paladar também pois a minha tia Marreta é uma cozinheira de alto gabarito e muito famosa e solicitada na sua zona.

 

Hoje ao almoço, enquanto fazia os últimos preparativos para ir para a escola, comecei a ouvir uma conversa (espécie de troca de impressões e opiniões) do clã Marreta.

 

Marreta-mãe é sempre do contra, ou não fosse ela a Marreta-mãe. O Marreta–pai defendia que as silvas que invadiram o terreno só seriam exterminadas com uma queimada. É claro que a Marreta-mãe disso logo que ele tava doido e que não se faziam queimadas nesta altura. Comecei logo a imaginar o churrasco gigante que iria sair dali, caso fizesse uma queimada.

 

O Marreta-pai começou a dizer que as oliveiras, as amendoeiras e as ameixoeiras ainda davam fruto mas é claro que a Marreta-mãe tinha de ser do contra e disse que aquilo já não dava nada. Marreta-pai aniquilou-a logo dizendo que se as árvores forem podadas ficam como novas e dão fruto.

 

O mais engraçado foi a discussão para cortar as silvas e descer até ao vale. O sapo Cocas arranjou mil e um estratagemas: atava uma corda à cintura e prendia-a a uma árvore e depois ia cortando as silvas para abrir caminho.

A Marreta-mãe teve logo que dar o seu bitaite: se a árvore se partisse – não era a corda, atenção! – o Cocas caia pró meio das silvas e nunca mais ninguém o via.

Eu, que estava no wc a lavar as dentuças, explodi a rir. Foi salpicos de pasta de dentes por tudo quanto era lado! É claro que a esta mente prodigiosa ocorreu logo mais uma cena hilariante: e se o Cocas escorregasse e ficasse pendurado pela cintura? Parecia um chouriço!!!

 

Bom, tive de abandonar a conversa a meio pois o meu “motorista” não espera por mim se eu não estiver na paragem. Mas saí porta fora a rir-me que nem uma doida.

Digam lá que a minha família não é um prato?!

 

Uma Tarde de Aventuras

 

Era uma vez duas gajas destravadas da pinha. Como estavam as duas de férias e não tinham nada para fazer, decidiram ir à aventura.

 

Começaram pela Arena. Rumo a esta, surgiu o primeiro obstáculo: a difícil escolha para norte ou sul. Fizeram a opção errada - claro está! – e tiveram de voltar atrás.

Chegadas à Arena, deram uma volta para ver as montras e decidiram ir apanhar um pouco de sol de seguida.

É então que surge o 2º obstáculo: para que lado é Lisboa?

 

Pilota e co-pilota exímias, fizeram-se à estrada dispostas a enfrentar os mais ferozes perigos rodoviários. Surgem-lhes alguns monstros pelo caminho: rotundas, zebras, traços contínuos e placas – muitas placas – que lhes confundiram os neurónios.

 

Graças a um senhor que foi mandado parar mais à frente, os senhores policemen não “repararam” nelas… Ah, e escusam de perguntar quais foram as transgressões, porque isso só a Deus pertence!

 

Seguiram o seu caminho guiadas por Eolo, em busca de um pedacinho de mar.

“Olha uma placa (de praia)” disse a S., “olha outra!” E … zupt! Viraram.

Ao virarem a esquina, depararam com um abismo colossal. Glup! Mulheres corajosas como são, aí foram elas estrada abaixo.

A praia era imponente, assustadora mas aconchegante. A sua areia era grossa e gostosa e a água fria e vigorosa.

 

Já na praia, foram postas à prova mais uma vez: onde e como iriam mudar para o traje de banho? Não havia alternativa, a troca teria de ser feita ali mesmo, no parque de estacionamento.

Enfiadas no carro, após termos verificado que não havia mirones, expuseram os seus fantásticos corpos (86-60-86) às belas escarpas da praia e vestiram as suas indumentárias.

Pormenores? Nem pensar! Até a praia era calada!

 

Depois de vestidas – ou despidas? – as gajas aproximaram-se das escadas que as levaria até ao areal. As escadas eram constituídas por tábuas mal pregadas que provocavam uma vertigem e um medo terrível de ir parar à água antes de tempo.

 

Ao pisarem o areal, ouviram um barulho estranho, de proveniência duvidosa. Olharam-se mutuamente com ar desconfiado. Mas afinal a culpa era do puto que vinha atrás de bicicleta e que tinha os travões frouxos.Foi risota de faltar o ar e encher os olhos de lágrimas.

 

Uma ida à praia sem provar a água, não é uma ida à praia. O pior é que o mar estava picado e era impossível entrar lá dentro. Opção: sentar à beira da água e fazer o xixizinho da praxe à espera que a água as banhasse. Ficaram com as unhas dos pés congeladas.

 

Fazia-se tarde e estava na hora das duas gajas saírem da praia. A S. só perguntava se iria conseguir subir a estrada. Claro que sim ou não estaria agora a ser escrito este post!

Vieram-se embora, aproveitando por passear por todas as terreolas ali da zona. Elas não estavam perdidas… estavam era com vontade de ir ver o Convento de Mafra! Cof! Cof!

 

Mais peripécias sucederam: uma curva feita em contramão e um atendimento de telefone com o carro da polícia ao nosso lado, só faltou mesmo dizer adeus!~

Mas no final das contas há que dizer que foi um dia de férias óptimo, repleto de aventuras. Foi ou não foi, S.?  

 

As Peripécias do Bóbi (Parte II)

                           

No verão, antes da minha cirurgia, costumava levar o Bóbi à rua para fazer as suas necessidades e passear um pouco. Quer dizer, ele é que me passeava a mim. Pontos de vista…!

Ele adora crianças. Assim que as vê, quer brincar com elas mas depois com as patadas (parece um gato a dar à patas), manda-as abaixo e lambe-as todas. É claro que elas assustam-se.

 

Num desses dias, ficou doido com umas crianças que estavam a brincar com ele. E a doidice era tanta que o agarrei pelo peitoral. Conforme toco no fecho, aquilo abre-se. O Bóbi partiu a fugir todo contente. E eu a desatei a correr atrás dele aos berros, feita louca.

Ele parecia que ia fazer o triatlo e eu só pedia às pessoas para o apanharem. Mas quem é que conseguia com a velocidade a que ele ia?!

Eu estava cheia de medo que ele levasse uma pancada de algum carro pois não está habituado a andar sem trela.

 

Finalmente, lá se aproximou de mim com um ar da maior felicidade do mundo. Aquela correria maluca soube-lhe melhor do que o maior dos manjares.

Deixou-se apanhar e lá lhe coloquei o peitoral, de novo. Viemos para casa logo. Fiquei traumatizada com o susto!

 

Ainda a propósito de trelas, houve um dia que ele teve que ficar preso no quarto dos meus pais. A cama tem aquelas pontas com bolinhas e enfiamos lá a trela.

Ele ladrou, ladrou e ladrou.

O pobre do bóbi com a ansiedade – ou por vingança – roeu a trela toda e soltou-se. Foi um “ai Jesus”! Desatou a correr pela casa toda e aos saltos que nem um maluco... humpf! Levou uma descompostura e uma palmada com o jornal.

 

Como ele é brincalhão, tento sempre arranjar-lhe brinquedos. Mas esta é uma tarefa muito difícil. Quase nada resiste aquelas dentuças brancas. Só aqueles que parecem feitos de pneu mas também que lhe desinteressam rapidamente.

A sua grande predilecção são os peluches. Mas não vale a pena dizer o que acontece, pois não?

                        

É um excelente cão de guarda. “Apropriou-se” da minha priminha B., é dele. Ela não lhe dá confiança pois é pequena e faz-lhe impressão a força dele. Mas resmunga com ele, se ele se portar mal…

Ela fica deitada, a olhar para ela, na esperança que lhe dê um sinal de avanço. Mas ela não dá…

É super protector. Na B. ninguém toca. Nem os pais!

E se o meu irmão fingir que me está a bater, ele vem em meu auxílio, tadito!

 

Agora a loucura das loucuras, é mesmo a sua recompensa por se ter portado bem e ter comido tudo: um dentastix!!!

Só pode comer um por dia, por isso parto-o ao meio, e o objectivo é lavar as dentuças. Aquilo até faz espuma e tudo! E a focinheira de prazer que ele faz?!

 

Resumindo, é um cão muito giro mas que mete medo a quem tem medo de canídeos, com aquela voz potente e pela sua força. De resto, é o cão mais beijoqueiro que alguma vez conheci.